sábado, 4 de junho de 2011

Ouvir

"ser capitão desse mundo
poder rodar sem fronteiras
viver um ano em segundos
não achar sonhos besteira" ♪


aí eu paro, e penso, e é aquilo "o que vai ser?"


mas eu não tenho essa resposta
nem você tem...
acho que o que vai ser já está sendo
aliás, não sendo!


a gente demora pra perceber o que não queremos,
mas é pra isso que as lágrimas existem, pra que nesses momentos
que a gente aceite algumas verdades, a gente possa chorar e aliviar


não é aliviar dor, nem mágoa..
é aliviar o peso de saber que poderia dar certo, talvez
o sentimento de que não vou abraçar mais você, não da mesma forma que antes


e eu que antes cantava, pra mim mesmo
"vem, porque o tempo voa assim como eu quando penso em você"

é por isso que eu escuto música, que eu ponho o fone...


deveria ter ouvido meus amigos
deveria ouvir mais os meus pais
deveria ouvir mais o que eu não queria ouvir
mas resolvi ouvir meu coração, e é isso que sempre vou fazer


e dentro dele, nunca vai deixar de existir música
nem você...


pra você -e pra mim- "Keep Running"  ♥

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Surrado


Sou do tipo que escolhe as coisas à primeira vista
É um impacto, entende?
Me marca, me surpreende, prende toda minha atenção
É perceptível, eu não sei disfarçar meu olhar
Provavelmente foi assim com a maioria das pessoas
dos meus objetos
Provavelmente foi assim com você
E foi assim com meu jeans

Não diria que sou materialista
Poucos sabem o quanto gosto de calças, o quanto elas me satisfazem
É um segredo tão íntimo, e soa estranho todo esse meu zelo
E aquele jeans não fugiu da regra
É tanto pra mim,
Combina comigo
Ao ponto de a gente se dar tão bem juntos

Eu olhava pra ele com aquela cara de jamais o largaria
Que queria sempre mais
Como se eu nunca enjoasse entende?
Mas fui abusando dele, fui esgotando
Ninguém nunca percebeu o quanto estávamos juntos, o quanto eu andava com ele
O quanto a gente se escondia
O quanto, em tantos momentos, estávamos eu -sem camisa- e ele
Sem que houvesse necessidade de estarmos ali

Mas é assim, não foi a minha vontade que me fez chegar ao fim
Foi a minha paixão
Eu não percebi o quanto sufoquei aquele jeans
Não podia mais maltratá-lo
E ele continua pendurado no meu cabide
Pedindo para que eu o vista, para que possa se juntar a mim nas minhas aventuras
Mas ele já está tão frágil
Não sei se dá, tenho tanto medo de rasgá-lo
De parti-lo

Agora estou aqui, querendo estar tão perto dele...
E ele está lá, tão surrado sem mim

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Am I fool?


They say I'm not free...
Should I believe them?


Por que eu seria um tolo por sentar sozinho e conversar com a lua?

Runnaway

Aquela sensação de que tudo vai dar certo
Aquele pensamento otimista, que raramente você consegue ter.
E de um certo modo você se sente aliviado
Se sente seguro, e tão seguro de si...

Daí que a realidade te faz  abrir os olhos
e de repente te puxa para um mundo que voce nunca consegue se acostumar

è como se você tivesse tão bem com você mesmo, e de repente o mundo cai
Mas não ao seu redor,
Ele cai dentro de você

Corre pensamento,
Foge
Sai daqui antes que a realidade expulse você da minha cabeça
Esconda-se para que outra vez eu possa te encontrar
Para que outra vez eu consiga sorrir com você, de novo

E assim, irmos o tão longe quanto quisermos
Pois com você eu sei usar minhas asas

E é assim, antes que meu olho abra,
Que meu pé encoste no chão frio e me faça despertar com uma lágrima,
É assim, antes que minhas asas se escondam...
Que eu sei ser feliz nos meus pensamentos

Fugindo deles...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vinho

Quando você se encontra no fim de um beco, escuro e sem saída
Preso pelo frio e pela sensação de que ninguém vai chegar pra te tirar dali
Quando você vê que a lua está lá em cima brilhando como nunca antes
E com aquele olhar de abandonada, você não percebe o quanto ela despreza sua existência
É por isso que você não pede ajuda
Você não grita
Você não chora

Silêncio, é sua unica opção

Tem uma mesa, coberta por um pano de cor indecifrável
Tem alguém
Existem beijos
Existem apertos

Existem mordidas
Ela sabe o quanto eu gosto de mordidas

Existem goles
Eu sei o quanto ela odeia os goles

Silêncio é a unica opção

Beer, I want more beer

Ignore a lua

Stop making much noise
sex with me, sex with me (...)

E sob um único foco distante de luz em meio aquele vazio escuro
Quando ela se afasta, eu percebo o que não havia notado antes
A cor do pano da mesa
Era vinho!
Ou era sangue, não sei, não me lembro
Foi a última coisa que eu vi antes de dormir pra sempre, depois do meu último gole

domingo, 10 de abril de 2011

Paranóia

O que quer que eu diga, você não vai entender
Não importa quantas lágrimas eu derrame
quantos sorrisos o meu rosto demonstre.
...
Não, não adianta o quanto eu me esforce para que você entenda
O quanto eu sofri
Ou quantas vezes calei
Quantas vezes eu senti, que eu não estava errado!
Entre tantos momentos que surtei;
que me apaixonei, que programei
E tantos outros que desconstruí, que apenas imaginei
como e como eu sonhei;
como e como eu chorei.
E como, e porque, eu me escondi
de nós, de mim, 
de você...


E, enquanto cinco minutos passam a escrever cinco anos
não importa o quanto eu vivi
se é que eu consegui;
ou será que importa?


Eu brinco com o sarcasmo;
com a ironia;
mas nunca me atrevo a brincar com meu presente,
muito menos com o meu passado.
passado, tanto que foi passado;
e não...
E perdido.


Confuso
Frustrado
Orgulhoso
Maduro


Nao sei descrever o quanto eu me cativei no meu mundo particular,
o quanto vivi num mundo que era só meu
com ou sem fantasias,
com ou sem surpresas,
com sonhos;
sem você...
sem vocês!


Um dia vocês precisarão entender o que é isso.
Não por mim, mas pela consciência de vocês.
Não por mim...


Paranóia
Para mim
Para nós
Esccrevi, para vocês...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fuga

Ouço passos acompanhados de gritos e sangue.
Mas não há dor...
Vejo sombras acompanhadas de decepção
E não há dor.
A única dor que existe, é a do olhar desesperado do garoto covarde, da redenção inexpressiva de um estúpido, dele, do hipócrita.
Hipócrita, covarde. As únicas coisas que eu odiaria ser
E atuo tão bem, sem disfarçar, nesses papéis.
A dor é de não conseguir expressar os sentimentos, da inutilidade de tentar tirar meus pensamentos da mente, da tentativa frustrada de expor em palavras;
A minha expressão se esvai.
E a impressão de que me falta voz, e de que não escuto mais nada, fica.
Apenas vejo,
Vejo lábios sussurrarem gritos, acompanhados de sangue.
Mas não há dor. Nunca há dor.
Porque se houvesse, já teria me livrado de todo esse sofrimento.
A  dor, leitor, é minha fuga.

quarta-feira, 16 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Desejo

-Hoje é um dia que que qualquer falha será admitida;
qualquer erro erá perdoado;
qualquer defeito será imperceptivel.
-Esse, é um momento em que eu quero aproveitar,
um momento em que ódios se tornarão passado;
raivas se tornarão lembranças;
e lágrimas se tornarão lições.
-Agora, você se torna meu presente
você se torna minha realidade.
-Gostaria que voce soubesse, apenas que:
Eu até posso te fazer sorrir
te fazer chorar,
mas que fique claro q não posso interferir em seus sonhos
eu posso, no maximo, fazer parte deles.
-Gostaria que voce soubesse que...
eu tenho um desejo enorme de ser feliz ao seu lado
e hoje, agora, vai se tornar amanha
e eterno.
-Te desejo, muito.
(Diálogo)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Errando

Hoje eu escrevi um poema
Mas ele desapareceu
Tipo, as letras ainda estavam lá
as rimas ainda estavam lá
Mas a alma do poema morreu
Daí eu escrevi uma canção
que logo depois perdeu a melodia
Sabe, as letras ainda estavam lá escritas
as rimas tambem continuavam lá
Mas o ritmo, ah o ritmo não iludia
não persuadia
e ler a canção apenas me feria
Num rascunho,então, debochei de mim mesmo
sorrindo e, claro, ironizando
Eu não sabia fazer nada
Nunca soube...
E assim descobri que é desse jeito que eu aprendo,
errando

Um Olho e uma Porta

E você, sozinho, não derrama uma lágrima sequer
Eis que você descobre que sua lágrima é a chave da única porta que lhe resta
Por isso você a esconde
Você a seca
Não, você não chora
A lágrima, meu caro, é a chave da porta da sua alma
Portanto, a chave da porta da sua liberdade.
Cuide bem dos seus olhos...
Cuide bem de suas portas.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Escreva

Fico confuso quando há letras que passeiam na minha mente procurando por um par.
Quando esses pares procuram por outros, ou por trios, ou até mesmo quando eles buscam letras que ficaram sozinhas;
Me sinto louco mais ainda quando as palavras que foram formadas saem correndo soltas e vazias procurando umas por outras,
num trânsito louco e perturbado.
Agora, já me sinto tonto quando essas frases recém formadas correm feito vagões de trem, que vão se juntando lentamente.
Finalmente, me sinto aliviado quando todo aquele ritmo frenético dentro da minha cabeça se transforma em um texto;
quem sabe um poema, uma canção, ou até uma crítica, ou uma simples opinião!
Mas, agora me sinto inseguro, pois não sei se devo expressar, insinuar, mostrar essas coisas que penso e sinto...
De expor essas palavras que pertencem ao meu pensamento;
E nesse momento volto a ficar confuso,
E no tempo em que fico indeciso, as palavras;
os textos,
os poemas e as canções,
tudo vai ficando mais lento, vai ficando congestionado.
Eles vão se afastando e se perdendo,
até que se tornem novamente sílabas,e depois em meras letras...
E tudo aquilo que estava pronto, esperando por ser dito, por ser escrito, vai se perdendo no espaço indefinido da minha mente.
Nessa hora eu sinto ódio.
E as palavras, tristeza. Numa dança melódica e desconexa.
Vazia... Perdidas
Letras agora inexpressivas. Insignificantes.
E eu, perco a chance de exprimir tudo que eu queria...
Tudo que me afligia, que precisava se soltar, se esvair
E que agora está pra sempre esquecido, pois aqueles textos não voltarão a ser os mesmos.
Não voltarão a ter o mesmo sentimento.
Por isso, não quero perder mais chances, não quero deixar que palavras se percam na minha mente.
Não quero mais deixar escapar o que me perturba,
me anima, fortalece, tudo que finalmente me descreve.
Vou me permitir falar.
Vou me permitir, enfim, escrever.
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